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13 motivos para não usar o Delphi

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Imagem meramente ilustrativa

De novo eu te peguei (ou não), com esse título sensacionalista, porém se acalme, este é um clickbait do bem, por ser informativo e abordar o assunto com um certo humor e sarcasmo. A verdade óbvia é que estes são na verdade treze motivos para usar o Delphi, apresentados de uma forma que só quem trabalha com Java vai se sentir ofendido (e eu assim espero que seja).

O texto foi escrito por Jim McKeeth, que se descreve como desenvolvedor Delphi de longa data, treinador, autor, blogueiro, apresentador, respirador e entusiasta geral, que realizou seu longo sonho de trabalhar como evangelista desenvolvedor da Embarcadero Technologies, a empresa que desenvolve o Delphi. Você pode acessar o texto original em inglês em seu blog, The Podcast at Delphi.org.

A versão brasileira vista a seguir pode conter leves alterações para melhorar a o entendimento de leitores lusófonos, porém isso não alterará de forma alguma a essência do texto original.


Ao longo dos anos, ouvi muitas razões ou desculpas para as pessoas não usarem o Delphi. Reuni as treze melhores razões aqui.

  1. Quero escrever mais código - O Delphi requer menos código para realizar a mesma tarefa. Se você quiser escrever mais código, não use o Delphi. Esse motivo é especialmente válido se a criação de mais código lhe dá mais sensação de realização, ou caso você seja pago com base em linhas de código escritas.

  2. Quero ter uma equipe de desenvolvimento grande - Quem não gosta de ter muitos colegas de trabalho? Se você usar outras ferramentas e frameworks, precisará de mais desenvolvedores, mais ferramentas de desenvolvedor, mais frameworks e mais equipes para suportar todas as plataformas. Isso permite criar festas de escritório bem mais legais. Infelizmente, quando você usa o Delphi, você só precisa escrever o aplicativo uma vez para todas as plataformas, portanto, uma equipe e uma base de código para todas as plataformas. Com o Delphi, você não pode justificar a contratação de todos esses desenvolvedores extras!

  3. Gosto de consertar bugs - Sabe o que significa todo aquele código que você precisa escrever para implementar os recursos em cada plataforma? Mais código, e mais código significa mais erros! E mais erros significam mais segurança no trabalho para você e para a enorme equipe de testadores. Você ama bugs! Putz, você gosta tanto deles que pode até dar-lhes nomes e mantê-los como bichinhos de estimação! E você sabe que eles estarão presentes por um bom tempo.

  4. Gosto de reuniões. Quanto mais reuniões, melhor - Como cada plataforma tem seu próprio código e equipe, você precisa de mais reuniões para coordenar, pois você não deseja que os recursos fiquem fora de sincronia entre plataformas! E depois disso, outra rodada de reuniões para coordenar correções de bugs para cada uma delas. Além disso, todo mundo sabe que é nas reuniões onde temos os melhores lanchinhos! Como o Delphi suporta várias plataformas com um mesmo código-base, você não precisa de todas essas reuniões de planejamento!

  5. Gosto de gerar muita documentação - Cada plataforma possui um aplicativo completamente diferente (apesar de todas as reuniões para mantê-los sincronizados). Por conta disso, agora você precisa de documentação completamente diferente para cada um deles. Sabemos o quanto você gosta de escrever código, então, é óbvio que você também gosta de escrever documentação para o usuário final!

  6. Quero ter um departamento de suporte grande - Cada plataforma tem sua própria versão, então as pessoas precisam conversar com um técnico de suporte que conheça essa versão do aplicativo, afinal, quem quer uma versão do Android que se comporte de maneira semelhante à versão do iOS? Sem mencionar as versões para desktop!

  7. Aprecio tempos de compilação mais longos - Se não fosse pelas compilações demoradas, os desenvolvedores nunca tirariam uma folga de suas mesas. Todos sabemos que o Delphi compila super rápido, o que significa que você tem menos tempo para relaxar.

  8. Gosto de programas lentos - Se o seu executável for mais lento, o usuário se sente mais seguro imaginando que muita coisa está acontecendo em segundo plano. Com a velocidade de execução nativa do Delphi, seus programas são rápidos, e seus usuários acharão que ele não está fazendo nada.

  9. Gosto de usar bibliotecas de runtime - Se o seu programa depende de bibliotecas de runtime externas, em vez de ter apenas um executável no Windows, você pode culpar tais bibliotecas por quaisquer bugs. Todas as chamadas ao suporte técnico se resolvem com a solicitação para que os usuários atualizem ou revertam estas bibliotecas de runtime. Dessa forma, você vai poder convencer a todos de que a culpa de qualquer mal funcionamento são as bibliotecas de runtime e nunca sua própria codificação.

  10. Gosto de botar a memória do PC pra trabalhar - Ótimos aplicativos devem usar no mínimo 1GiB de RAM, assim como os pequenos utilitários desenvolvidos em Electron. Aliás, o melhor do Electron é que ele inclui todos os recursos do navegador Chrome, como o suporte ao controle do Xbox 360. Por que usar apenas alguns megabytes de memória para o mesmo aplicativo simples? Quanto mais memória consumida, melhor o aplicativo. O Electron também "exercita os músculos" de todos os núcleos de CPU que você tiver.

  11. Sou apaixonado pelo DLL Hell[1] - Você adora enviar ao cliente uma dúzia de DLLs junto com o EXE e se diverte muito tentando descobrir pelo telefone, junto com ele, qual DLL não está atualizada e que faz seu programa falhar. Este item está intimamente relacionado ao item 9, mas vale a pena mencionar duas vezes!

  12. Acho muito divertidas as pausas inesperadas do Garbage Collector - Execução determinística é chata! Que graça existe quando seu programa se comporta da mesma maneira toda vez que é executado? O Delphi não tem nenhuma daquelas pausas inesperadas na "coleta de lixo" para misturar as coisas. Ele fornece gerenciamento determinístico de memória através de contagem de referência, modelo de propriedade/auto-liberação ou qualquer nível de controle que você desejar. Por que controlar quando a memória está livre, quando você pode simplesmente esperar pelo coletor de lixo?

  13. Eu prefiro "reinventar a roda" - O Delphi vem com muitos componentes e bibliotecas úteis e possui um rico ecossistema de terceiros. Isso significa que geralmente há algum código reutilizável para qualquer tarefa que você precise. Isso significa menos oportunidade de criar algo novo.

Apenas no caso de não ser óbvio: esta é uma lista sarcástica de más razões para não usar o Delphi. A realidade é que todas as desculpas são apenas razões para usar o Delphi.


Minhas considerações

A lista acima mostra de maneira bem humorada os motivos pelos quais você deveria utilizar o Delphi ou pelo menos considerá-lo da próxima vez que alguém lhe solicitar o desenvolvimento de algo novo. Alguns dos pontos abordados parecem ter sido tirados de minha boca, por exemplo, em meu trabalho existem sistemas em Delphi, ASP Clássico, Java, PHP e algumas destas outras tecnologias voláteis da web e mobile (as quais eu não conheço). Com relação aos sistemas Java (sempre Java!) eu vejo que existem problemas e dificuldades de desenvolvimento que jamais existiriam se tais sistemas fossem construídos em Delphi ou até mesmo outras tecnologias menos engessadas. Frequentemente eu brinco com meus colegas Javistas dizendo que eles deveriam agradecer ao Java, pois ele garante que eles sempre terão um emprego, não pela facilidade em achar um novo, mas sim por garantir que eles permaneçam no atual, já que eles estão sempre ocupados resolvendo em horas o que eu faria em minutos no Delphi. Em suma, é muito mais fácil ser visto trabalhando com Java por lá do que com Delphi, já que não se precisa trabalhar por dias e dias em sistemas Delphi. Eu sempre completo dizendo que o Java existe para justificar uma jornada de trabalho de 8h/dia.



1 Na computação, o DLL Hell é um termo usado para definir as complicações que surgem quando se trabalha com as bibliotecas de vínculo dinâmico (DLLs) usadas nos sistemas operacionais Microsoft Windows. O DLL Hell pode se manifestar de várias maneiras diferentes, nas quais os aplicativos não iniciam nem funcionam corretamente.
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